“O natural e sobrenatural juntos geram uma força explosiva para Deus”. Kenneth Hagin Jr.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aborto: Quando começa a vida? E quem pode terminá-la?

Por: Edilson de Lira                                              
O tema “aborto” não é algo novo, mas ganhou destaque na mídia nos últimos dias por causa de uma decisão específica do STF favorável à interrupção da gravidez em casos de menos de 3 meses de gestação. Antes, o aborto era aceitável apenas em casos de estupro, risco de morte para a mãe, e fetos com anencefalia (formação incompleta do cérebro). Esta nova decisão, porém, abre precedente para muitos outros casos semelhantes, e vem causando uma grande mobilização social, seja contra ou a favor. Sem a pretensão de esgotar as inúmeras nuances jurídicas, éticas, filosóficas e políticas desta questão, quero me concentrar nos aspectos bíblicos do tema, e vou começar com uma pergunta básica, mas de resposta não tão simples: 
Quando começa uma vida?
Historicamente:
A vida, num sentido mais amplo, é como a beleza: fácil de ser reconhecida, mas difícil de ser definida em palavras. No caso da vida humana, em que instante exatamente ela se inicia? Bem antes da descoberta do microscópio, Platão acreditava que a alma “entrava” no corpo no momento do nascimento, e o aborto era comum na sociedade Romana e Grega antiga. Outros filósofos, como Aristóteles, afirmavam que a vida surgia quando a mãe sentia os primeiros movimentos na barriga, e então a polêmica já existia desde aqueles tempos. Mesmo na igreja dos primeiros séculos, não havia consenso: Santo Agostinho afirmava que a vida começava a partir de 40 dias de gravidez, mas outros bispos antigos (Tertuliano, por exemplo) afirmavam acontecer muito antes. Foi apenas em 1869 que o papa Pio 9º passou a condenar qualquer interrupção voluntária da gravidez.
Cientificamente:
A ciência também está longe de ser unânime nesta questão. Para alguns (hipótese genética), a vida começa quando o óvulo encontra o espermatozoide (fecundação). A partir desse instante, teríamos a formação de uma pessoa. Mas mesmo após a fecundação, o embrião nos seus primeiros 15 dias pode se dividir em 2 ou 3 outros embriões. Como então uma pessoa poderia surgir e depois se transformar em 2 ou 3 pessoas? Além do mais, 50% dos embriões não conseguem se fixar ao útero. Ou seja: se a fecundação define o início da vida, metade das pessoas morreriam espontaneamente por abortos. Outra hipótese (embriológica) admite que a vida ocorre na chamada “gastrulação”, quando o embrião já está no útero, tem 3 camadas específicas de células e não pode mais se transformar em 2, sendo, portanto, um indivíduo único. É baseado nessa hipótese que os médicos que prescrevem a “pílula do dia seguinte” afirmam não estar cometendo aborto. Outra forma científica de entender quando a vida começa é tentando responder quando ela acaba (hipótese neurológica). Se a ciência hoje afirma que a morte acontece quando existe ausência de ondas cerebrais, então a vida surgiria com o aparecimento dos primeiros sinais de atividade cerebral (algo que hoje se entende começar na oitava semana de gestação).
Biblicamente:
Jeremias 1:5 diz: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações”
Essa passagem demonstra que antes da formação de nossos órgãos, Deus não apenas nos olhava como seres VIVOS, mas já tinha desenhado planos e propósitos para cada um de nós! O salmista é ainda mais específico no assunto:
“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formadoe entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. ” Salmos 139:13-16
No Antigo Testamento, aquele que causasse um dano a um feto sofreria das mesmas consequências que resultavam do dano a um adulto. Isso mostra que Deus considera uma vida na barriga da mãe tão importante quanto a vida que já nasceu:
“Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e ela der à luz prematuramente, não havendo, porém, nenhum dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes. Mas, se houver danos graves, a pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão. ” Êxodo 21:22-25
Jó afirma que o Senhor o vestiu de pele e carne e o ajuntou com ossos e tendões (Jó 10:11). Ele não diz que o Senhor formou alguma coisa (sem vida) que um dia iria se transformar em Jó (pessoa), mas que formou alguém, ou seja: Jó já “era Jó” no ventre de sua mãe. Já era um ser humano. E Deus já tinha planos para ele. Isaias diz o mesmo: “Assim diz o Senhor, aquele que o fez, que o formou no ventre” (Is 44:2). Não diz: aquele que formou uma coisa que um dia iria se transformar em você! Você já é você diante de Deus muito antes de ganhar uma certidão de nascimento!
Vemos na Bíblia que além de Deus já enxergar um propósito em nossas vidas ainda no ventre materno, até nós mesmos, com sensibilidade e percepção espiritual, podemos discernir que propósitos são esses! O caso de João Batista é um dos mais conhecidos, onde Isabel, cheia do Espírito Santo, declarou profeticamente os propósitos de João Batista antes de ele sair da barriga de sua mãe:
“Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o filho que você dará à luz! ” (Lucas 1:42)
A Bíblia também diz que o feto podia sentir alegria (Lc 1:44), como qualquer ser humano adulto. Logo, fica claro com essas e muitas outras passagens que Deus não faz distinção entre aquele que nasceu e o que não nasceu. Todos já são sua imagem e semelhança!
Vamos então responder à segunda pergunta, igualmente digna de debates:
Quem tem o direito de tirar a vida de alguém?
Alguns defensores do aborto afirmam que o Estado deve legalizá-lo para continuar sendo laico (isento de religião). Porém a definição de vida não é apenas religiosa, e um estado democrático, mesmo laico, deve ter suas leis baseadas no desejo expresso da maioria de sua população, mesmo que esse desejo seja fundamentado em princípios religiosos. Afirmar também que a criminalização do aborto é uma restrição à liberdade sexual da mulher é uma demonstração de total ignorância dos atuais meios de contracepção, que são diversos, seguros, baratos e de acesso universal no Brasil. Vale lembrar que os casos de estupro e de risco de morte à mãe representam menos de 1% dos atuais casos de aborto no Brasil. A grande maioria acontece mesmo pura e simplesmente por não se querer um filho nessa época, seja por razões econômicas, emocionais, ou falta de estrutura espiritual e familiar. Razões como “como vou terminar minha faculdade?”, “como vou esconder essa traição?”, ou “como minha família vai reagir?” nunca serão motivos suficientes para justificar a retirada da vida de ALGUÉM!
O direito de liberdade de alguém não pode ultrapassar a barreira do direito de existir de outro alguém. Por isso a questão toda se concentra em QUANDO esse alguém é realmente alguém, e não algo, um mero amontoado de células sem individualidade e vida. Como afirmei no começo do texto, são muitas as nuances a serem observadas, mas aqui o nosso enfoque é o Bíblico. Ainda que todo o processo de aborto se tornasse legal no Brasil, nenhum governo é perfeito, e “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).
E para quem já fez, ou estimulou alguém a fazer?
O aborto, como qualquer outro pecado, não é imperdoável diante de Deus. Porém, as consequências psicológicas, espirituais e até físicas podem ser terrivelmente danosas. É certo que os erros passados não podem ser desfeitos. Porém, não se pode deixar o remorso e outros sentimentos destruírem completamente a esperança de futuro. Existe uma tristeza que segundo Deus pode gerar arrependimento e mudança de vida: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2Coríntios 7:10). Deixe a graça e o perdão de Jesus tomar conta de sua consciência, e o que foi um erro gerador de morte pode ser uma oportunidade de desfrutar ainda mais profundamente do dom da vida e da justiça!
“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. ” (1 João 2:1)

domingo, 6 de novembro de 2016

Recebi de uma amiga esse texto de Jaime Kemp.  Achei  muito interessante 😉

Vale a Pena Esperar!

Passar pela transição da puberdade à vida adulta, é como efetuar a troca de um Fusca para uma Ferrari, com a ordem expressa de não ultrapassar dos cinqüenta quilômetros por hora, até o casamento.
No tocante a sexo, a curiosidade do adolescente sempre está em alta rotação, em quinta marcha. Quando ele chega a puberdade, acontecem mudanças que o fazem apto para a vida sexual e, é claro, ele quer experimentar tudo, e já!
Conforme pesquisa realizada pela revista VEJA, 89% dos jovens brasileiros casarão nesta última década sem serem mais virgens.
Eu próprio realizei uma pesquisa especificamente entre os jovens evangélicos do Brasil, e constatei que 50% deles já experimentaram sexo. A idade média de um garoto brasileiro iniciar-se sexualmente é 14 anos. Para as meninas, essa idade sobe para 15.
PRINCIPAIS CAUSAS QUE INFLUENCIAM O SEXO ANTES DO CASAMENTO:

1. Meio ambiente
Alguém disse que o adolescente atual enfrenta mais tentação sexual indo para a escola pela manhã, do que seu avô em um sábado à noite, procurando aventura.
Sexo vende, ninguém pode negar, desde desodorante á pneu de caminhão e o mais sério é que é muito difícil evitar as centenas de imagens provocantes e estimulantes que são cotidianamente jogadas aos nossos olhos.
2. A Mídia
Há trinta anos atrás o comportamento do adolescente era muito influenciado por sua turma, por seus pais, parentes, professores e líderes religiosos. Atualmente, a TV, o rádio, os filmes e o computador têm substituído muitas influências do passado.
Ficando à frente da TV por algumas horas durante dez anos, o jovem adolescente brasileiro assistirá não menos que 92 000 cenas de sexo. Porém, o mais terrível, é como ele é apresentado. Raramente a mídia revela as conseqüências desastrosas que o sexo pré nupcial acarreta. Algumas delas são: separações, divórcios, infidelidade, espancamento e doenças venéreas.
3. Estrutura familiar
O efeito de separações e divórcios na família é comprovadamente outro fator que motiva a decisão de um jovem praticar sexo. Crianças criadas em uma estrutura sólida, onde desfrutam de relacionamentos profundos e significativos, estão melhor preparadas para enfrentar, refutar e vencer as tentações e influências do envolvimento sexual.
4. Pressão dos amigos
Ideais como bondade, pureza, fidelidade, podem ser superados pelas pressões dos amigos. Chantagens do tipo: "Se você não transar comigo terei certeza de que não me ama!", são comuns de serem ouvidas entre os garotos e as meninas. Em algumas escolas de nível superior, o termo virgem é utilizado de maneira pejorativa, com a intenção de ridicularizar a pessoa, descrevendo alguém superado, antiquado e que não sabe aproveitar as boas oportunidades da vida.
5. Carências emocionais
Por que tantos adolescentes sucumbem à tentação sexual?
Uma das razões é que os jovens confundem sexo com carinho. Eles têm necessidade de carinho e acham que conseguirão através do sexo. Acreditam, ingenuamente, que um encontro sexual suprirá suas carências sentimentais profundas como seres humanos.
6. Educação sexual inadequada
Já está provado que os pais que conversam aberta e francamente com seus filhos sobre sexo e suas implicações, sobre seus valores e crenças pessoais, poderão vê-los, quando adultos, mais estruturados e firmes para rejeitar comportamentos promíscuos.
7. Namoro precoce
Namoros iniciados quando o jovem é bem imaturo, ainda na fase mediana da adolescência, em geral conduzem à atividade sexual precoce.
Já não me causa espanto a quantidade de garotas de quinze, dezesseis anos que me procura para aconselhamento durante os seminários que ministro pelo país, destruídas, completamente abaladas, porque não sabem como trabalhar com suas emoções após terem praticado sexo e até mesmo aborto.
CONSEQÜÊNCIAS
Em um de meus livros, Sexo: Aqui e Agora! (Editora Sepal), abordei, em vinte capítulos, as maiores conseqüências de praticar-se sexo antes do casamento. Mencionarei seis delas:

1. Efeitos Físicos:
1.Perda da virgindade 2.Gestação inesperada 3.Filho ilegítimo 4.Aborto 5.Casamento forçado
6.Doenças venéreas.
2. Relacionamentos Desfeitos:
Muitos namoros e noivados terminam justamente devido ao envolvimento sexual. O sexo, que foi idealizado por Deus para ser uma bênção quando praticado sob Seus princípios, torna-se uma catástrofe.

3. Culpa
Assim como muitas formas de imoralidade e desobediência dos padrões divinos, o sexo antes do casamento também produz culpa.
4. Abalo emocional
Suspeita, desapontamento, tristeza, stress e sentimento de vazio são algumas emoções destrutivas que a sucedem.
Uma garota afirmou:
- Depois da experiência você fica mais dependente do que nunca do rapaz. Ele é a sua vida e você se sente inteiramente vulnerável.
- Pensei que a relação sexual seria mais satisfatória, mas me enganei. Confessei a Deus o que fiz. Sei que Ele me perdoou. No entanto, o que me entristece, é que nunca mais receberei minha virgindade de volta. Temo pelo dia em que terei que contar ao homem que o Senhor tiver escolhido e separado para mim, que ele não será o primeiro.
5. Ataques Contra a Auto-Estima
A causa para um envolvimento sexual antes do casamento, também pode vir a ser uma de suas conseqüências.
Envolvimento sexual fora do casamento acentua os sentimentos de insegurança, humilhação e as dúvidas pessoais.
6. Escravidão Espiritual
A Palavra de Deus declara em 1 Pedro 2.11: "As paixões carnais fazem guerra contra a alma." e em 1 Pedro 5.8, o apóstolo menciona o diabo como nosso adversário, que anda ao nosso redor como leão que ruge à procura de alguém para devorar.
O sexo é o meio pelo qual Satanás escraviza os seres humanos física, emocional e espiritualmente em diversas oportunidades.
O pecado sexual prejudica o relacionamento e o caminhar do adolescente e jovem com Deus. Já observei que jovens mergulhados em uma relação ilícita são mais vulneráveis a outras tentações.
PERSPECTIVA BÍBLICA
1. Deus é a favor do sexo
Ele o criou puro, limpo, bonito e deseja que suas criaturas o desfrutem plenamente no casamento.
2. O propósito do sexo é:
A. Procriação - a extensão do amor dos pais na concepção dos filhos.
B. Comunicação - unidade conjugal.
C. Recreação - o prazer conjugal.
Hebreus 13.4 ; 1 Tessalonicenses 4. 3-8 ; 1 Coríntios 6. 12-20.
É evidente a necessidade de um estudo claro, amplo, franco, aberto com nossos adolescentes sobre estas questões tão polêmicas, e que são tão reais à sua problemática de vida.

Pr. Jaime Kemp
JESUS É O SENHOR
Enviado via iPad

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sexualidade, raposas e colinas escarpadas

Não, este não é um texto para Animal Planet, nem para National Geografic. Você não está no site errado. Este é um texto para você se entender melhor e entender um novo significado para sexualidade em sua vida. 

 Temos falado muito sobre questões de sexualidade nesse tempo: orientação sexual, ideologia de gênero, sexualidade no casamento. Todos nós temos uma idéia do que seja sexualidade. Mas até mesmo para entendermos essas questões é importante termos uma definição clara do que realmente é a sexualidade. Refletindo e pesquisando encontrei vários conceitos semelhantes de alguma forma, mas particularmente me chamou atenção, o conceito definido pela Organização Mundial de Saúde: 

 “A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, contato, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”. 

 Gostei muito desse conceito principalmente quando define a sexualidade como uma energia. Não sou especialista em física, mas sei que energia é algo que podemos dosar e conduzir. 

 Para diferentes situações, para ligar diferentes aparelhos, precisamos de diferentes tensões. Não podemos usar a mesma tensão de energia que eu usaríamos para ligar uma caldeira numa fábrica, por exemplo, no meu radinho de pilha. Se a dosagem for errada, o meu aparelho não funciona ou pode queimar e também perde a funcionalidade. 

 A energia é também algo que precisa ser conduzido. Se eu não tiver o condutor apropriado e se ele não estiver bem direcionado, a energia ao invés de ser útil pode causar um acidente e até mesmo matar uma pessoa.

 Assim também é com a sexualidade. Precisamos controlar dosar e direcionar em cada estação e momento de nossa vida.

 Também concordo que a sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental. Não tenho dúvidas que podemos acrescentar que a influencia também nossa saúde espiritual. Temos uma questão que nos afeta nas três dimensões: corpo, alma e espírito.

 A sexualidade em sua natureza original é algo muito bom, foi criada por Deus como um presente ao homem. Tanto para garantir a reprodução e perpetuação da espécie como para seu prazer, sua satisfação pessoal.

 Quando entendemos que a sexualidade é essa energia que nos impulsiona, nos motiva a encontrar amor, contato, ternura, intimidade, entendemos porque Deus compara a Aliança entre Cristo e a Igreja, com o casamento e tudo que está envolvido nele. Entendemos o significado do livro de Cânticos na Bíblia. 

 Na aliança que é um casamento, devemos encontrar amor, contato, ternura e o mais alto nível de intimidade que pode existir entre dois seres humanos: a relação sexual, o ato conjugal. No casamento, marido e mulher tornam-se um só. Como estamos na dimensão física, tornam-se uma só carne. Este também não é o objetivo de Deus tornar-se um só conosco? 

 Este é o motivo porque justamente a sexualidade é uma área tão atacada e porque isso tem se avultado nesses últimos dias que estamos vivendo na terra. Grande é esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e a Igreja.

 Satanás deseja bagunçar, distorcer, anular toda beleza e santidade da sexualidade para que o homem não possa entender a profundidade e o valor de sua Aliança com Deus. Para que não entenda seu papel nessa Aliança e deixe de experimentar o amor, o contato, a ternura e a intimidade com Deus em sua plenitude. 

 Para que as Bodas do Cordeiro, o mais esperado de todos os eventos aconteça, precisamos de Cristo e a Igreja. O noivo e a noiva. Dois seres diferentes, simbolicamente, homem e mulher! Então a estratégia do inferno é destruir essas identidades, acabar com essas diferenças. Quer que nos sintamos ” todos iguais” , “neutros” e “livres” para nos relacionarmos como quisermos, quando quisermos, com quem quisermos.

 Se somos todos neutros, não existe homem, não existe mulher. Não existe Cristo, não existe igreja, somos todos iguais e cada um escolhe o que quer ser e como se relacionar. Exatamente o que Lúcifer fez quando rejeitou sua natureza de anjo, um ser ministrador criado para o louvor e quis ser louvado, tomando o lugar de Deus, querendo ser igual a Ele.

 “Mas Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia.E a intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.

 Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor.O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. Antes que refresque o dia e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho das gazelas sobre as colinas escarpadas.” Colossenses1:16-18, Salmos 25:14, Cânticos 2:15-17

Lenise Freitas
Publicado originalmente no Portal Verbo da Vida

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Ideologia dos Gêneros: Como Deus Planejou Você ( Fragmento)

A Ideologia dos Gêneros
O professor Felipe Aquino tem trazido para o Brasil a discussão a cerca da ideologia de gênero. A Conferência Episcopal Peruana publicou, em abril de 1998, o documento La ideología de género: sus peligros y sus alcances. Este documento é bastante interessante, vale a pena uma reflexão a respeito. De fato, o termo gênero no contexto dos sexos (feminino e masculino) tem sido amplamente utilizado. Parece ser antiquado falar em diferença dos sexos; fala-se, então, em diferença de gêneros. Mas Deus criou o macho (no aspecto biológico) para o gênero masculino e a fêmea (no aspecto biológico) para o gênero feminino e a união destes dois aspectos para constituir o homem e a mulher. Aos poucos, o conceito de sexo tem sido substituído por gênero, mas é preciso estar atento ao que isso realmente pode significar. Precisamos saber que existe uma ideologia de gênero. A ideologia dos gêneros estabeleceria que o ser humano nasce sexualmente neutro, e é a sociedade quem constrói os papéis femininos e masculinos. Naturalmente não existiriam papéis nem expectativas naturais, mas a sociedade os imporia, portanto esses papéis podem ser facilmente desconstruídos. Exemplificando, a mulher naturalmente não teria o instinto de ficar em casa junto aos filhos nem o homem de ser o provedor de uma família. Seguindo este raciocínio, a família constituída por homem e mulher seria uma mera convenção social. Alguns pensadores defendem que a primeira opressão entre classes coincide com a opressão do sexo feminino pelo masculino dentro do casamento tradicional. A partir desta premissa, o homem e a mulher são postos como seres irremediavelmente antagônicos. Parte do movimento feminista se apoia nestas ideias. Ora, eu sou plenamente a favor que a mulher tenha direitos civis como os homens; isto inclui direitos políticos, trabalhistas e sociais de um modo geral. O próprio Jesus, durante o tempo em que esteve na terra, cuidou de pôr a mulher em uma posição de igualdade e de honra na sociedade. Mas não sou tola ao ponto de dispensar a cortesia e o cavalheirismo em situações que, inclusive fisicamente, eu estaria desconfortável. Da mesma forma, vão existir situações em que naturalmente eu, como mulher, terei mais facilidade de executar ou mesmo somente eu terei condições de agir – como a amamentação. Nestes momentos, devem prevalecer da mesma forma a cortesia e o bom senso. Concordo que um homem ou uma mulher não nascem prontos para assumir alguns papéis, os quais precisam ser ensinados sim. Concordo também que o homem é um ser social que aprende com o meio, mas o ser humano não nasce, de forma alguma, neutro. A própria estrutura física do homem e da mulher mostra isso claramente através de suas diferenças. Seus papéis, pois, não precisam ser definidos pela sociedade porque a Palavra já fez isso.

sábado, 7 de março de 2015

DVDs do 11º Congresso do Exodus Brasil








Já está disponível para venda os DVDs do 11º Congresso do Exodus Brasil realizado em outubro de 2014.

Saiba mais e adquira os DVDs no Site do Exodus.

domingo, 18 de maio de 2014

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Este dia foi instituído através da lei 9.970, no ano de 2000. A data, 18 de maio, foi escolhida em menção ao caso "Araceli". No ano de 1973, neste mesmo dia, a menina Araceli Crabera Sanches, com oito naos de idade foi vítima de um sequestro seguido de estupro, morte e desfiguração de cadáver com ácido. Os acusados, Paulo Helal e Dante Michelini faziam parte de uma tradicional família capixaba e o  crime ficou impune.
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes serve para conscientizar e mobilizar a sociedade contra o abuso, além de divulgar o Disque 100, válido em todo território nacional , "uma importante ferramenta para que a sociedade denuncie os casos de violência contra crianças e adolescentes que funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, de acordo com a competência e as atribuições específicas, priorizando o Conselho Tutelar como porta de entrada, no prazo de 24 horas, mantendo em sigilo a identidade da pessoa denunciante." (Fonte: Proderj)
Não podemos esquecer também que uma das formas de combater o abuso sexual contra crianças é prevenindo. Vale à pena lembrar algumas dicas: 
Previna o abuso sexual 

 Já falamos sobre o cuidado que devemos ter em deixar nossos filhos sozinhos com outras pessoas, mas é necessário ensiná-los também a se defender. A Pastora Cynthia Geisen em seu maravilhoso livro Meu corpo é especial - Um guia para que a família converse sobre abuso sexual trata esse assunto de forma muito delicada e traz dicas preciosas. Este livro pode e deve ser lido para crianças e pelas crianças desde muito cedo. Pra. Cynthia recomenda:
·   Ensinar às crianças que o nosso corpo é especial, que os toques em nosso corpo têm significados e toques de amor fazem sentirmo-nos seguros, confortáveis e amados;
·     Ensinar que, se elas se sentirem desconfortáveis com algum tipo de toque, devem pedir que a pessoa pare e, em seguida, procurar um adulto em quem elas confiem e contar a este o que aconteceu, mesmo que a pessoa que fez peça segredo;
·   Ensinar que existem segredos que não são para serem guardados, e crianças não são culpadas por coisas feitas pelos adultos, mesmo que elas tenham permitido.
            Ficar atento a mudanças de comportamento de seu filho, pois isso pode sinalizar algum problema.

             Ensine a respeito de sexualidade a seu filho – O lugar mais adequado para seu filho aprender a respeito de sexualidade é em casa, mas se você possui alguma dificuldade nessa área, peça ajuda a um conselheiro. Existem também muitos livros para crianças que tratam sobre esse assunto, você pode se auxiliar de um que seja realmente adequado.
De certa forma, é comum, mesmo na Igreja, pessoas entenderem a sexualidade como algo sujo, ligado ao pecado. Mas isso não é correto, pois o sexo, dentro do casamento, é uma bênção dada por Deus.
Os pais devem ter a sensibilidade de perceber a idade ideal para ensinar aos filhos sobre sexo, mas, antes de chegar à puberdade, este assunto já deve ter sido tratado em casa com clareza.
Os pais não devem também confiar em programas de Educação Sexual das escolas, especialmente os Programas de Sexo Seguro que vão contra tudo o que a Bíblia ensina. A família tem o dever e o direito de questionar estes programas e não é obrigada a aceitar, por exemplo, que seus filhos recebam preservativos na escola em nome da segurança.
 A sexualidade é uma criação de Deus, algo divino e puro e deve ser visto como tal. Não espere que o mundo ensine conceitos sobre sexualidade antes de você, pois existe a possibilidade de muitos erros serem acoplados à educação de seus filhos. É engano também pensar que tocar no assunto irá despertar o interesse por sexo fora do casamento. Quanto mais informação, mas preparados nossos filhos estarão para fazer as escolhas certas.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sobre Codependencia ( Parte 3/3)


Não é da vontade de Deus que nenhum desses pequeninos se percam. ( Mt 18:14)

Continuando nossas conversas anteriores sobre dependência emocional, vamos falar hoje um pouquinho sobre a figura do codependente.

Dentro de um quadro de dependência emocional podemos encontrar a relação de duplo vínculo quando duas partes estão em condições de igualdade na dependência, mas também um quadro de dependência e codependência. Podemos definir o codependente emocional como alguém até certo ponto mais seguro que está fortemente ligado a uma pessoa dependente.

Uma relação de codependência é muito comum e falado em casos de dependência química. O codependente pode ser exemplificado por aquele parente que se propõe a cuidar do adicto, mas neste caminho acaba ajudando a sustentar o vício do outro.

Pode ser por exemplo a esposa que busca o marido na sarjeta, faz o café forte, dá o banho frio, troca a roupa, assume a responsabilidade de sustentar a casa, visto que o marido por conta do vício não para em emprego algum e até banca o vício, pagando contas e dívidas que o outro faz. Finalmente esse "cuidador" acaba se tornando um dependente desta situação, o cuidar do outro passa a ser o centro de sua vida e ele não se sente mais confortável, útil ou realizado sem exercer essa tarefa.

Dentro da dependência emocional a codependência pode começar de forma muito sutil. O codependente geralmente é uma pessoa aparentemente bem sucedida, carismática que atrai a admiração do dependente. Mas ele também se perde nesse caminho quando começa, talvez de forma inconsciente, a sustentar a dependência do outro, não impondo limites a este. Diferente do dependente, o codependente emocional não coloca o outro no lugar de Deus, seu pecado no entanto, é se permitir ser colocado no lugar de Deus para outra pessoa. Ele aprecia a atenção excessiva, o carinho, as homenagens, a prontidão em servir do outro, a bajulação o ser a " solução dos problemas".

Professores, líderes, ministros estão no topo do grupo de risco de se tornarem codependentes. A consequência disso é perderem a motivação certa, o foco e se tornarem dependentes não do outro o que implicaria no duplo vínculo, mas dependentes da situação de idolatrados. Como o ser humano não foi feito para ser adorado, a codependência também gera muita frustração, cansaço e vazio. Um bom exemplo bíblico a ser seguido é o de Paulo e Barnabé que ao curar um homem em Icônio não aceitaram adoração (Atos14).

Muitas vezes, depois de um tempo, saturado de determinada situação o codependente resolve romper com a relação, podendo fazê-lo bruscamente deixando o dependente muito ferido, em uma situação desesperadora. A dinâmica dessa relação sem dúvida deve ser rompida, mas com cuidado, conversas e muita oração. Talvez seja o caso de encaminhar o dependente para uma outra pessoa que possa ajudá-lo de fato. O codependente precisa da mesma forma ser tratado e voltar-se para um relacionamento verdadeiro com Cristo.

É comum se não tratado, um codependente dispensar um dependente e pouco tempo depois estar novamente em uma relação de codependência com outro indivíduo.

Vou terminar essa série da mesma forma que comecei, lembrando que o homem é um ser social, fomos criados para nos relacionarmos, primeiramente com Deus, depois o próprio Deus viu que não era bom que o homem estivesse só e nos trouxe para os relacionamentos. Mas nossos relacionamentos precisam ser saudáveis.

Precisamos sempre nos julgar e julgar nossas relações, buscando o equilíbrio, colocando sempre Deus no centro de nossa vida, este é o segredo da verdadeira felicidade, por que dEle, por Ele é para Ele são todas as coisas. Toda glória seja dada pois a Ele!